quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Para descontrair...

Físico espera conseguir desenvolver capa de invisibilidade em dois anos

Ulf Leonhardt está criando protótipo baseado em leis de refração e materiais curvilíneos.

Um físico da Escócia que vem trabalhando no desenvolvimento de um manto de invisibilidade disse esperar conseguir fazer grandes avanços no projeto dentro dos próximos dois anos.

Ulf Leonhardt, professor da Universidade St. Andrews, pretende utilizar os chamados metamateriais - ou "átomos projetados especialmente" - para criar um equipamento que torne um objeto invisível usando as leis da refração. Segundo ele, ao "dobrar" a luz, materiais transparentes como o vidro ou a água parecem distorcer a geometria espacial, o que é a causa de muitas ilusões de óptica, inclusive a invisibilidade. "A ideia da invisibilidade fascina as pessoas há milênios, tendo inspirado muitas fábulas, romances e filmes", disse. Inspiração

Leonhardt conta ter se inspirado nas aventuras da Mulher Invisível e do mago Harry Potter para o protótipo que ele está criando. O cientista faz pesquisas sobre invisibilidade desde 2006 e reconhece que é difícil prever quais seriam as possíveis aplicações de seu manto, mas sugere que esse tipo de pesquisa poderia ser utilizada para melhorar a visibilidade, levando ao desenvolvimento de melhores retrorefletores, microscópios e lentes. "O mais importante é entender as bases e conseguir algo novo, ou levar a extremos uma ideia já existente, usando uma tecnologia que não podemos nem imaginar que exisitia", disse. Em maio, cientistas americanos das universidades de Cornell e Berkley conseguiram criar uma nova versão de uma espécie de capa, que torna objetos tridimensionais invisíveis sob luz infra-vermelha. Em 2006, uma equipe de cientistas britânicos e americanos testou uma versão anterior da capa em laboratório. O manto - na verdade um equipamento circular, feito com dez anéis de fibra de vidro cobertos com materiais à base de cobre - fez com que as ondas emitidas pelo radar se desviassem do objeto e se reencontrassem do outro lado, como se tivessem passado por um espaço vazio.

Casados têm mais chances de sobreviver a câncer, diz estudo

Pesquisa nos Estados Unidos sugere que estresse da separação afeta imunidade de paciente.

Pessoas casadas têm mais chances de sobreviver ao câncer do que as que estão se separando no período em que são diagnosticadas, segundo um estudo americano. Pesquisadores da Indiana University analisaram dados de 3,8 milhões de pessoas diagnosticadas com câncer entre 1973 e 2004.

Eles constataram que entre os participantes casados, as chances de viver pelo menos cinco anos após o diagnóstico foram de 63%. Entre os que haviam se separado recentemente, as chances caíram para 45%. A equipe concluiu que o estresse provocado pela separação afeta a imunidade do paciente, tornando-o mais vulnerável à doença.

Casamento

O impacto do casamento sobre a saúde já foi alvo de estudos anteriores e os especialistas acreditam que o amor e o apoio do parceiro sejam essenciais na luta contra a doença.

O novo estudo, que será publicado na edição de novembro da revista científica "Cancer", da American Cancer Society, parece confirmar essa teoria.

A equipe analisou índices de sobrevivência ao câncer durante cinco e dez anos entre casados, nunca casados, divorciados, viúvos e recém-separados. Depois dos casados, o grupo dos participantes que nunca foram casados apresentou os melhores resultados, seguido pelo grupo dos divorciados e, depois, pelos viúvos. "Pacientes que estão se separando na época do diagnóstico podem ser um grupo particularmente vulnerável", disse Gwen Sprehn, principal autora do estudo. "A identificação de estresse associado a relacionamentos no período do diagnóstico poderia levar, logo cedo, a intervenções que poderiam ter um impacto favorável na sobrevivência (do paciente)", sugeriu Sprehn. Entre as possíveis intervenções mencionadas pelos especialistas estariam, por exemplo, tratamentos psicológicos. A pesquisadora acrescentou, no entanto, que são necessárias mais pesquisas sobre o assunto principalmente para identificar a razão desses padrões de sobrevivência. 'Estudo não conclusivo'

Martin Ledwich, da ONG Cancer Research UK, que trabalha na pesquisa da doença, o estudo "não é conclusivo de forma alguma".

"Pode haver muitas razoes para explicar porque aqueles que estão separados têm menos chances de sobreviver ao câncer nesse estudo", disse. "Os fatores mais importantes, que aumentariam as chances de um paciente sobreviver à doença, são estar ciente sobre os sintomas, se apresentar ao médico o mais cedo possível e fazer o tratamento contra a doença", afirmou a especialista.

Cientistas britânicos descobrem planeta que desafia leis da astronomia

Corpo já deveria ter se chocado com a estrela que orbita.
Estudo foi publicado hoje pela revista científica 'Nature'.
Uma equipe de cientistas britânicos descobriu um planeta com um volume dez vezes superior ao de Júpiter, que orbita tão próximo a sua estrela matriz que as correntes estelares já deveriam ter causado sua colisão com o astro e sua destruição.
Em um estudo publicado hoje pela revista científica "Nature", um grupo de astrônomos da Universidade de Keele, no Reino Unido, assegura que o planeta batizado como WASP-18b é uma raridade no mundo da astronomia e que a probabilidade de observar um fenômeno semelhante é de uma entre mil.
Trata-se de um planeta do grupo dos "Júpiteres Quentes", ou seja, aqueles que se formam longe da estrela em torno da qual orbitam e que se aproximam da mesma ao longo dos anos, com ajuda das correntes estelares.
No entanto, o WASP-18b é tão grande e se encontra atualmente tão próximo de sua estrela matriz que as correntes já deveriam ter conduzido um impacto entre o planeta e o astro.
De fato, a sobrevivência deste tipo de planeta não costuma ser superior a um milhão de anos, uma marca batida amplamente pelo WASP-18b.
Como possíveis causas, os cientistas apontam que as correntes estelares desse sistema são menos fortes que as do nosso, o que explicaria a longevidade do WASP-18b.
Outra possibilidade seria que outro elemento exógeno ainda não identificado evite a colisão do planeta com sua estrela e sua destruição.

Macaco move braço mecânico com a força do pensamento

Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, conseguiram fazer um macaco movimentar um braço mecânico apenas com a força da mente. O projeto promete revolucionar o tratamento de milhões de pessoas paralisadas.
O animal foi adestrado e aprendeu a mandar comandos diretamente do cérebro para mexer o braço robótico. Ele conseguiu fazer diferentes movimentos com a mão mecânica -- até como se estivesse girando a maçaneta de uma porta. Como recompensa ganhou um gole de água.
Macacos são facilmente treinados para segurar objetos. O surpreendente nesse caso foi como o macaco conseguiu mexer o braço: sem tocá-lo.
Os cientistas da Universidade de Pittsburgh implantaram um chip de quatro milímetros na parte do cérebro responsável pelos movimentos motores. Eles ligaram eletrodos na cabeça do macaco e fizeram um computador interpretar os sinais cerebrais enviados para movimentar o braço robótico.
No começo do estudo, no ano passado, os macacos mexeram o braço mecânico em troca de doces. Agora, pela primeira vez, conseguiram fazer movimentos complexos, como o de girar a mão artificial. "O macaco aprendeu logo e passou a agir naturalmente, como se o braço mecânico fizesse parte do corpo dele", explicou o cientista Andy Schwartz.
Os testes com humanos começam no ano que vem. Os pesquisadores querem provar que a tecnologia é segura e pode ajudar pacientes com algum tipo de paralisia a ter mais autonomia. Um outro estudo, parecido, já está em testes. Pacientes tetraplégicos conseguiram mover o cursor do computador usando apenas o cérebro.

Técnica troca núcleo do óvulo e evita doença hereditária

Técnica evita defeitos de DNA da mãe com transferência do núcleo do óvulo

Procedimento gera filhotes com DNA de duas fêmeas distintas.
Testes em humanos podem ser viabilizados em dois anos, diz cientista.

Cientistas anunciaram nesta quarta-feira (26) um procedimento experimental que previne que o feto herde de sua mãe enfermidades originadas em falhas no DNA das mitocôndrias, as “baterias” das células. A prova do sucesso foi o nascimento de quatro macacos-resos (Macaca mulatta), saudáveis. Dois deles, batizados Mito e Tracker, aparecem na foto acima.

A tecnologia consiste em transferir material genético do núcleo de um óvulo para outro (cujo núcleo foi previamente removido) deixando para trás o DNA mitocondrial da célula de origem – e com ele todas as mutações que desembocam em doenças como diabetes tipo 2. O “óvulo oco”, evidentemente, tem mitocôndrias saudáveis.

(Ao menos 1 em cada 200 nascimentos apresentam uma mutação mitocondrial potencialmente patogênica.)

Os óvulos foram então fertilizados com esperma (pais não passam mitocôndrias adiante) e implantados em macacas que produziram 4 crias. Detalhe: as crias ficaram com DNA distintos, o do núcleo e o da mitocôndria, um de cada mamãe.

Por isso mesmo, e como não poderia deixar de ser, o procedimento suscita debates éticos. Além de importantes pendências de segurança que precisa superar (os DNA’s do núcleo e o mitocondrial, sendo de origens distintas, podem não ser compatíveis), a técnica altera o DNA herdado pelas futuras gerações, o que certamente dá pano para manga de infindáveis polêmicas.

O autor do estudo, Shoukhrat Mitalipov, do Oregon National Primate Research Center, nos EUA, avalia que o procedimento poderá ser testado em humanos, se tudo correr bem, em dois anos. No anúncio do experimento, o site da revista especializada “Nature” qualifica o feito como “um aprimoramento crucial das técnicas de transferência de DNA existentes”.

Fonte: G1

Como seria um transplante de cérebro

Devagarinho, o mundo dos transplantes vai ampliando as possibilidades humanas. Além dos óbvios transplantes de coração, fígado e rins, já se fazem também os de pele, de tendões, ligamentos, bexiga, ossos. Em menor escala, de alguns nervos, vasos sangüíneos, joelho, laringe, traquéia, até mãos. Aí pela frente vêm os de maxilares, úteros e pênis.
Mas nenhuma dessas conquistas será tão espetacular quanto o transplante de cérebro, anunciado por um médico americano - o dr. Robert White, da Universidade Case Western Reserve. "Meus colegas e eu já demos os primeiros passos para isso", diz ele num artigo para a revista Scientific American. E como tirar um cérebro da caixa craniana é impossível, White está falando, na verdade, de transplante de cabeça.
Sua demonstração de como seria tal cirurgia é de uma frieza espantosa. Ele imagina uma sala grande, para acomodar equipamentos e duas equipes. Em duas camas próximas ficariam o corpo de alguém com morte clínica cerebral decretada pouco antes e o paciente candidato ao transplante. A temperatura e o fluxo sangüíneo dos dois seriam rigorosamente monitorados. Em dado momento, os dois times, em conjunto, fariam incisões simultâneas nos dois pescoços, separando tecidos e músculos, expondo as veias carótidas, jugulares e a medula de cada um. Em meio a detalhadas providências, todas cruciais, a cirurgia, resumidamente, consistiria em ir mantendo o fluxo sangüíneo nos dois organismos e ir religando aos poucos, entre um corpo e a outra cabeça, todas as artérias, nervos, músculos etc.
White adverte que, no atual estágio da medicina, o novo corpo manteria a pessoa viva, mas não está claro até que ponto ela poderia usar esse corpo. Há outro problema, de natureza nada científica: se um cérebro mudou de corpo, também as memórias, o controle nervoso e orgânico, a personalidade e os sonhos - se houver - serão transferidos. E, como isso é o que conta, o que houve, na verdade, foi transplante de corpo.
Este é que foi doado, e o cérebro é, de fato, "o titular" da nova vida. No universo religioso, isso traria questões cruciais: o espírito está representado no cérebro? Se o coração de quem doou o corpo vai continuar batendo por ordens de outro cérebro, quem sobreviveu? O próprio White se pergunta, no artigo, "como a sociedade aceitaria" esses conceitos. Diante deles, a questão ética da clonagem fica parecendo brincadeira. Como se percebe, a polêmica sobre memórias (e até mais que memórias) de uma pessoa em outra é uma discussão que está apenas começando.

Fonte: Gallileu